Venezuela disposta a avançar nova agenda com a UE, Reino Unido e Suíça
- 13/01/2026
A reunião decorreu em Caracas, capital da Venezuela, mais de uma semana depois de ataques norte-americanos contra aquela nação sul-americana, que culminaram com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
"A presidente interina [Delcy Rodríguez] transmitiu uma mensagem muito clara de que, no quadro do respeito, no quadro da igualdade dos Estados, estamos dispostos a avançar numa nova agenda, uma agenda intensa de trabalho para o bem-estar de ambos os povos, de todos os povos da Europa e da Venezuela", afirmou Yván Gil numa breve declaração no final do encontro, transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).
O ministro indicou que na reunião, realizada no palácio presidencial de Miraflores, também participou o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, assim como o ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, além dele próprio.
"Acredito que a partir de hoje se abre uma etapa muito interessante de diálogo, de construção, de cooperação em todos os âmbitos da vida dos nossos países e que certamente será em benefício dos nossos povos. Reafirmamos a vontade do Governo bolivariano de trabalhar lado a lado e sob os princípios diplomáticos com todos os povos do mundo", acrescentou.
Yván Gil afirmou que a reunião foi "franca, cordial, agradável", na qual as partes coincidiram na necessidade de avançar numa etapa de "relacionamento produtivo, de abrir vias de diálogo cada vez mais profundas".
No passado dia 06 de janeiro, a UE afirmou que manterá os contactos com o Governo de Delcy Rodríguez, como vinha fazendo com algumas autoridades venezuelanas que não considerava legítimas, com o objetivo de "salvaguardar os seus interesses e defender os seus princípios".
Após o ataque dos Estados Unidos a Caracas e a outras regiões da Venezuela, no passado dia 03 de janeiro, a UE apelou à "calma e moderação de todos os intervenientes, de forma a evitar uma escalada e garantir uma solução pacífica para a crise".
A EU também pediu o respeito pelos princípios do direito internacional e pela Carta das Nações Unidas.
Entretanto, o Reino Unido defendeu, no passado dia 05 de janeiro, uma "transição pacífica" para a democracia na Venezuela, pelo que pediu aos seus parceiros da comunidade internacional unidade para alcançar este objetivo político.
Nesse mesmo dia, o Governo da Suíça anunciou que congelou os ativos de Maduro e dos seus associados no país com efeito imediato "como medida de precaução" e face à "situação volátil" criada após a captura do líder chavista e da sua esposa, Cilia Flores.
Leia Também: Delcy Rodriguez nomeia ex-guarda-costas de Maduro como ministro da Presidência





.jpg)






















































