UA e China preocupados com Venezuela (e reafirmam posição sobre Taiwan)
- 09/01/2026
O presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi, realizaram hoje o 9.º Diálogo Estratégico China--União Africana na sede da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia, e participaram conjuntamente na cerimónia de abertura do "Ano China--África de Intercâmbios entre Povos de 2026", de acordo com um comunicado de imprensa no 'site' da entidade africana.
De uma forma geral, o presidente da comissão da UA e o diplomata chinês abordaram os "esforços conjuntos China--África para promover a modernização, a governação global, (...) e as perspetivas de paz e desenvolvimento no Corno de África".
Ambas as partes assinalaram, segundo a nota de imprensa, que a China e a União Africana, enquanto membros do Sul Global, partilham um amplo consenso sobre as principais questões internacionais e regionais.
Assim, manifestaram preocupação com os desenvolvimentos recentes na República Bolivariana da Venezuela e reafirmaram que a soberania e a integridade territorial de todos os países devem ser respeitadas, devendo ser observados os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
Por outro lado, durante o encontro diplomático, a UA "reafirmou o seu firme compromisso com o princípio de 'uma só China' e reiterou que existe apenas uma China no mundo, que Taiwan é parte inalienável do território chinês e que o Governo da República Popular da China é o único Governo legal que representa toda a China, apoiando firmemente todos os esforços do Governo chinês para alcançar a reunificação nacional".
A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a "reunificação" com o continente, um dos objetivos estratégicos do Presidente chinês, Xi Jinping.
Taiwan, governado desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista, de tendência soberanista, afirma que já é um país independente de facto e defende que o seu futuro só pode ser decidido pelos seus 23 milhões de habitantes.
A UA e a China acordaram, por fim, em reforçar a comunicação, a coordenação e o apoio mútuo nas suas principais iniciativas respetivas, incluindo, do lado africano, a Agenda 2063, bem como, do lado chinês, a Iniciativa de Segurança Global, entre outras.
O chefe da diplomacia chinesa iniciou nesta quarta-feira uma viagem ao continente africano que além da Etiópia o levará também à Somália, Tanzânia e Lesoto até 12 de janeiro.
A visita dá continuidade a uma tradição de 36 anos em que África é o primeiro destino no exterior do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês no início de cada ano.
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