Trump não vai Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"
- 25/01/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantou que, este ano, não irá assistir ao Super Bowl, tendo criticado os artistas que foram escolhidos para atuar durante o intervalo do evento desportivo, que irá acontecer a 8 de fevereiro.
Numa entrevista ao jornal New York Post, o líder norte-americano revelou não ter ficado nada satisfeito com a escolha do artista porto-riquenho Bad Bunny e da banda Green Day, que são críticos das políticas de Donald Trump.
"Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que fazem é semear ódio. Terrível", afirmou.
Ainda assim, Donald Trump justificou, no entanto, que os artistas escolhidos não são o motivo da sua ausência, mas sim o facto de o jogo ser "longe".
"Eu iria, mas é muito longe", referiu.
De notar que o Super Bowl - final da National Football League - acontece a 8 de fevereiro, no Levi's Stadium, na Califórnia. O ano passado a final deste que é um dos maiores eventos desportivos do país - e, com o espetáculo no intervalo, também um dos maiores em termos de entretenimento -, realizou-se em Nova Orleães, no estado do Louisiana. Em comparação com a Casa Branca, a Califórnia fica no outro extremo do país, na costa ocidental - enquanto a residência oficial fica na costa leste. Nova Orleães fica localizado mais próximo da Casa Branca.
Bad Bunny? "É uma decisão terrível"
De recordar que, em outubro do ano passado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse que a escolha do cantor Bad Bunny para atuar no campeonato desportivo Super Bowl foi uma "decisão terrível", noticiou a EFE.
"Eu nem sabia quem era o Bad Bunny, mas acho que é uma decisão terrível", disse após ser questionado por um repórter nos corredores do Congresso.
Mike Johnson referiu que o artista "não atrai um público alargado", destacando que no Super Bowl "há muitos olhares, incluindo "muitas crianças jovens e impressionáveis".
O congressista indicou que o cantor de música country, Lee Greenwood, seria uma escolha melhor do que Bad Bunny.
Bad Bunny aceita convite após dar nega aos EUA
Bad Bunny foi o escolhido para atuar no intervalo da próxima edição do Super Bowl. A informação foi anunciada em setembro pela National Football League [NFL], Apple Music e a produtora Roc Nation.
Em comunicado citado pela imprensa internacional, o porto-riquenho, de 31 anos, disse: "O que estou a sentir vai além de mim. É por aqueles que vieram antes de mim e correram muito para que eu pudesse entrar e marcar um 'touchdown'".
"Isto é para o meu povo, para a minha cultura e para a nossa história. Vai e diz à tua avó que seremos o espetáculo de intervalo do Super Bowl", rematou o artista.
"O espetáculo do intervalo é a derradeira celebração de música e cultura, e poucos artistas personificam essa intersecção de forma mais perfeita e autêntica do que Bad Bunny", disse, por seu lado, o vice-presidente da Apple para o setor da música e desportos, Oliver Schusser, citado no mesmo texto.
Note-se, no entanto, que Bad Bunny excluiu os Estados Unidos da sua digressão mundial que começou em 2025 e termina este ano, e explicou o motivo principal.
"Houve muitos motivos pelos quais não apareci nos Estados Unidos e nenhum deles foi por causa do ódio - já atuei lá muitas vezes", começou por dizer em entrevista à revista britânica i-D, há cerca de duas semans, acrescentando que "todos os espetáculos foram um sucesso" e que gostou "de se conectar com os latino-americanos que moram nos EUA".
Posto isto, Bad Bunny referiu ter receio que "a porra do ICE (Immigration and Customs Enforcement)" pudesse "estar do lado de fora [do concerto]", uma vez que tanto porto-riquenhos como outras pessoas da América Latina poderiam deslocar-se até ao espetáculo e ser alvo de fiscalizações e deportações.





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