Tiroteio em Uvalde: Ex-agente absolvido três anos após massacre
- 23/01/2026
Adrian Gonzales foi o primeiro agente a chegar à escola primária de Uvalde, no Texas, quando, em 2022, aquele que viria a ser conhecido como um dos tiroteios mais mortíferos da história dos Estados Unidos acontecia.
Três anos depois, este homem, que já não está a trabalhar como agente policial, foi ouvido em tribunal durante três semanas e, na quarta-feira, o júri decidiu absolvê-lo, depois de este ter sido acusado de falhas na atuação - não foi, por isso, considerado culpado de abandonar ou colocar os alunos em perigo.
O massacre em Uvalde levantou muitas questões sobre como os EUA estavam a agir face a este cenário de tiroteios, que é regular no país. Neste caso, morreram 19 crianças e dois professores. As acusações não incluíam considerações sobre a morte dos dois adultos. De acordo com o que lembra a publicação The New York Times, em causa estavam 29 acusações, dizendo estas respeito às 19 crianças que morreram e outras dez sobreviventes.
Os familiares das vítimas, alguns dos quais assistiam às sessões em tribunal, ficaram, segundo a imprensa, devastados pelo veredicto. Caso fosse condenado, Gonzales poderia enfrentar uma pena de até dois anos de prisão. Abaixo, pode ver o momento em que o antigo agente é ilibado.
The jury found #AdrianGonzalez NOT GUILTY of 29 counts of child endangerment. I cannot believe the pain the parents must feel for the loss of their children but I am so thankful they did not crumble under the pressure of the moment to convict this man. pic.twitter.com/QufkzFeDlE
— DB (@TrueCrimeAudit) January 22, 2026
À saída do tribunal, Jesse Rizo, tia de uma das crianças que morreu, disse que não só o atirador, Salvador Ramos, era um monstro, mas também Adrian Gonzales o era, dado que falhou em travá-lo: "Falham-nos sempre."
Gonzales disse que não estava pronto a dirigir-se aos familiares das vítimas e optou pelo silêncio, mas, numa curta declaração, agradeceu não só aos advogados, como também a Deus. "Colocou-os no meu caminho", afirmou, prestes a chorar, de acordo com o New York Times.
Um segundo agente, Pete Arredondo, vai ser julgado também este ano, mas não agora. Arredondo é acusado de ter tratado a situação como se o atirador estivesse barricado dentro do estabelecimento, o que implicava tentar negociar. Mas o caso era bem diferente, tratando-se de uma situação de atirador ativo, que envolve uma resposta mais rápida e agressiva.
Durante o julgamento, foi exibido um vídeo de um interrogatório feito a Gonzales, no dia seguinte ao massacre. Durante o interrogatório, Gonzales disse que se concentrou numa funcionária da escola que estava stressada e esperou por mais alguns agentes, que, à chegada, se afastaram: "Todos recuámos."
O homem disse ainda que nunca viu o atirador e disse que partiu janelas para ajudar as crianças a saírem do local.
Uma professora, Melodye Flores, disse na altura que Gonzales foi alertado sobre para onde o atirador estava a ir, mas que "ficou por ali", sem se mexer, recorda a imprensa.
Note-se que o tempo que demorou até que os agentes entrassem em ação foi alvo de críticas, podendo a cronologia ser consultada aqui, e várias imagens que circularam então ser vistas abaixo:
DISTURBING AUDIO
— ChristyFromTO (@Christy_fromTO) January 20, 2026
Instead of hunting the gunman down, one officer checks his cell phone while another made sure his hands were sanitized!
Law enforcement didn't go in!!
#Uvalde #Texas #Shooting
#RobbElementarySchool
HOLD THEM ACCOUNTABLE. pic.twitter.com/xB5mGgzm4Z
Salvador Ramos, que tinha acabado de fazer 18 anos, foi intimidado na mesma escola onde levou a cabo o massacre. Os seus colegas faziam pouco dele por causa da sua roupa de tons escuros e da situação económica da sua família. A relação familiar era conturbada e os poucos amigos que tinha haviam-se afastado.





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