Surto de cólera em Moçambique com mais 63 casos em três dias no norte
- 09/01/2026
Segundo o último boletim diário da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 3 de setembro a 7 de janeiro, do total de 1.784 casos de cólera - no balanço anterior, até 04 de janeiro, registavam-se 1.721 casos -, 657 foram contabilizados na província de Nampula, com um acumulado de 11 mortos, 827 em Tete, com 13 óbitos, e 300 em Cabo Delgado, com dois mortos.
Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim registaram-se 18 novos casos da doença, sem registo de óbitos, mas com a taxa de letalidade a passar de 0,5% em dezembro para 1,5% em janeiro.
No surto anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.
Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de dezembro último o ministro da Saúde, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.
Ao responder a perguntas dos deputados, no parlamento, em Maputo, o ministro da Saúde sublinhou que a cólera é um problema de saúde pública, pedindo respeito pelas medidas de higiene para controlar a doença.
"Recebemos cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por cólera, cerca de 70% destes ocorreram na comunidade, o que significa que há um problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades", disse Ussene Isse.
O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo do Governo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz daquele órgão, Inocêncio Impissa.
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