Síria e Israel vão criar estrutura conjunto sob supervisão dos EUA
- 07/01/2026
A nota de imprensa, publicada pelo Departamento de Estado após conversações entre Israel e a Síria em Paris, indica que ambos os países se comprometeram a "elaborar e aplicar acordos duradouros em matéria de segurança e de estabilidade".
Por seu lado, Israel confirmou a realização em Paris de conversações sobre segurança com a Síria, sob os auspícios dos Estados Unidos, com o objetivo de promover a estabilidade regional e a cooperação económica.
"O diálogo decorreu no quadro do plano do Presidente [norte-americano, Donald] Trump para fazer avançar a paz no Médio Oriente", e, durante as conversações, Israel "sublinhou a importância de garantir a segurança dos seus cidadãos e prevenir ameaças ao longo das suas fronteiras", afirmou o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, num comunicado.
"Israel reafirmou o seu compromisso de promover a estabilidade e a segurança regionais, bem como a necessidade de fazer progredir a cooperação económica, para benefício de ambos os países", acrescentava-se na mesma nota.
De acordo com a agência de notícias síria SANA, que citou uma fonte do Governo sírio, as conversações visam "alcançar um acordo de segurança equilibrado" entre a Síria e Israel, dois países vizinhos que ainda estão tecnicamente em guerra.
As novas autoridades islâmicas que tomaram o poder após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, iniciaram contactos de alto nível com Israel com a ajuda dos Estados Unidos.
O último encontro realizou-se em setembro de 2025, mas as negociações ficaram paralisadas devido à insistência de Israel na criação de uma zona desmilitarizada no sul da Síria.
Ainda de acordo com a agência estatal síria, a reunião, que contará também com a presença do chefe dos serviços de informações sírios, Hussein al-Salama, centra-se em "reativar o acordo de retirada de 1974" e inclui "a retirada das forças israelitas" das áreas que ocuparam após a queda de Assad.
Durante o último ano, Israel realizou centenas de ataques aéreos e incursões na Síria e mobilizou tropas na zona desmilitarizada dos Montes Golã, para além da linha de demarcação entre a parte do território sírio anexada e o resto do país.
Em dezembro, o Presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, afirmou que a insistência de Israel em exigir a desmilitarização de toda a porção do território sírio que se estende desde o sul de Damasco até à linha de demarcação de 1974, estabelecida após a guerra israelo-árabe de 1973, estava a colocar a Síria numa "posição perigosa".
Leia Também: Síria. 4 pessoas morrem em confronto entre forças governamentais e curdas





.jpg)






















































