Repressão a manifestantes do Irão já fez pelo menos 538 mortos
- 12/01/2026
O número foi avançado pela agência de notícias Human Rights Activists News Agency, uma associação não-governamental com sede nos Estados Unidos.
A agência depende da verificação de informações por parte de apoiantes no Irão, mas mostrou-se precisa nas vagas de agitação no Irão dos últimos anos.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency, do total dos mortos, 490 pessoas eram manifestantes e 48 eram membros das forças de segurança.
Além disso, adiantou a mesma fonte, mais de 10.600 pessoas foram detidas durante as duas semanas de contestação ao regime da república islâmica.
O Governo iraniano não divulgou números totais de vítimas das manifestações.
Os protestos em quase todo o Irão começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm-se vindo a intensificar e transformaram-se numa contestação política contra o regime, classificada agora pelos manifestantes como uma revolução.
Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto.
Aqueles que estão no estrangeiro temem que o bloqueio de informações esteja a encorajar os membros da linha dura dentro dos serviços de segurança do Irão a lançar uma repressão ainda mais sangrenta.
Hoje de manhã, os manifestantes voltaram a ocupar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país, enquanto o Presidente do país defendia, na sua primeira declaração desde a intensificação dos protestos, nos quatro últimos dias, que "os desordeiros" não devem ser autorizados a semear a confusão na sociedade iraniana.
"O povo não deve permitir que os manifestantes desestabilizem a sociedade. O povo deve confiar na nossa vontade de instaurar a justiça", afirmou Massoud Pezeshkian, numa entrevista transmitida pela televisão estatal Irib.
O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo Xá do Irão, tem convocado alguns dos grandes protestos em Teerão e pediu no sábado aos manifestantes para que "se preparassem para tomar" os centros das cidades.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi exortou os iranianos a "saírem todos às ruas (...) com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".
O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e instou os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.
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