Quase 4.000 mortos e 9.000 feridos em protestos no Irão
- 19/01/2026
A organização não-governamental (ONG), sediada nos Estados Unidos da América, salientou que os 3.919 mortos são "casos confirmados", e que está a investigar outras 8.949 mortes que ainda não foram confirmadas como relacionadas com os protestos, pelo que o número final de mortos poderá triplicar.
O número de mortos não foi corroborado pelas autoridades, e outras organizações apontam para um número de vítimas mortais muito mais reduzido.
O Centro para os Direitos Humanos no Irão (IHRNGO, na sigla em inglês), com sede na Noruega, reporta 3.428 mortes, de acordo com a sua contagem publicada em 15 de janeiro.
Em relação aos feridos, dos 8.949 casos registados pela HRANA, 2.109 correspondem a pessoas com ferimentos graves e, além disso, há 24.669 detenções confirmadas.
A HRANA alertou ainda para uma nova vaga de detenções em várias cidades e denunciou a "retórica ameaçadora" de altos funcionários "em resposta à pressão estrangeira".
A ONG destacou ainda a contínua "suspensão generalizada" do serviço de Internet, o que dificulta a recolha de informação.
Os protestos começaram em 27 de dezembro no Grande Bazar de Teerão, em resposta ao colapso da moeda nacional, o rial, mas desde então têm-se intensificado, transformando-se em manifestações generalizadas contra a classe política nas principais cidades do país.
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