Presidente da Coreia do Sul inicia visita de quatro dias à China
- 04/01/2026
Lee Jae Myung tem previsto reunir-se durante o dia de hoje com residentes coreanos na China, antes da grande cimeira que manterá na segunda-feira com o Presidente chinês, Xi Jinping, o seu segundo encontro após a reunião durante o último fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico em Gyeongju, no início de novembro, quando Xi visitou a Coreia do Sul pela primeira vez em onze anos.
Na reunião, de acordo com fontes da agência oficial de notícias sul-coreana Yonhap, o Presidente sul-coreano solicitará o apoio da China para melhorar as tensas relações com Pyongyang e avançar na desnuclearização da península da Coreia, uma prioridade na agenda de política externa do seu governo.
Ambas as partes também assinarão mais de 10 memorandos de entendimento para cooperação em diversas áreas, de acordo com seu gabinete.
Lee chegou pouco depois de as autoridades japonesas terem denunciado o lançamento de pelo menos dois mísseis balísticos pela Coreia do Norte, que teriam caído aproximadamente dez minutos após a sua descolagem.
Este episódio representa o primeiro lançamento com armas nucleares em 2026 e levou o Governo japonês a apresentar um "protesto enérgico" à Coreia do Norte, através da sua embaixada em Pequim.
A deslocação de quatro dias é a primeira visita oficial de um chefe de Estado sul-coreano à China desde 2019, assim como a primeira visita de Lee Jae-myung à segunda maior economia do mundo desde que assumiu o cargo, em junho.
A deslocação ocorre numa altura de tensão entre a China e o Japão, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter dito em novembro que as forças armadas do país poderiam envolver-se se Pequim tomasse medidas contra Taiwan.
No início de dezembro, Lee afirmou que a Coreia do Sul não deveria tomar partido entre a China e o Japão.
Durante a visita, que acontece a convite de Xi Jinping, Lee irá reunir-se com o líder chinês, o segundo encontro entre os dois em apenas dois meses.
Antes da viagem, Lee concedeu à emissora estatal chinesa CCTV a primeira entrevista na residência oficial da presidência, que foi transmitida na sexta-feira.
O líder sul-coreano disse esperar que as pessoas compreendessem que o Governo se preocupa com as relações com Pequim e assegurou que a Coreia do Sul respeita consistentemente a política de 'Uma Só China' em relação a Taiwan.
Este princípio, alcançado em 1992, declara que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China, mas com Pequim e Taipé a manterem interpretações diferentes.
Na entrevista, Lee disse que o desenvolvimento saudável das relações entre Pequim e Seul depende do respeito mútuo e elogiou ainda Xi como um "vizinho verdadeiramente confiável".
Eleito em junho, Lee procura relançar as relações com Pequim, que se deterioraram sob a liderança do seu antecessor, Yoon Suk-yeol, que aproximou Seul dos Estados Unidos (EUA).
Durante a campanha, Lee Jae-myung prometeu adotar uma abordagem mais flexível do que a do seu antecessor e chegou mesmo a afirmar que um eventual conflito entre Pequim e Taipé "não diz respeito" à Coreia do Sul.
Na sexta-feira, o conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul, Wi Sung-lac, disse que Lee Jae-myung também vai solicitar que a China, aliada tradicional e principal parceiro económico da Coreia do Norte, desempenhe "um papel construtivo" nos esforços para promover a paz na península coreana.
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