"Perseguidos". Casa Branca reescreve a invasão ao Capitólio em novo site

  • 07/01/2026

Cinco anos depois do infame 6 de janeiro, a Casa Branca publicou num novo site um texto em que reescreve os eventos desse dia, que ficará na história dos Estados Unidos. "Milhares de americanos pagaram o preço por falhas políticas que não criaram", pode ler-se num dos destaques da página online.

 

Naquele dia, milhares de cidadãos invadiram o Capitólio norte-americano, numa tentativa de impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.

Momentos antes, esses manifestantes tinham estado num comício de Donald Trump, o derrotado dessa ida às urnas, onde o republicano tinha feito alegações sem qualquer fundamento de que as eleições tinham sido manipuladas contra si.

A invasão violenta ao Capitólio deixou a sede do poder legislativo federal norte-americano completamente vandalizada e no seu pior estado em quase duzentos anos. Apenas em 1814 tinha sofrido danos mais graves, quando as forças britânicas incendiaram as instalações.

O incidente, para além disso, registou ainda vítimas com cinco pessoas a morrerem durante o ataque ou imediatamente a seguir, e cerca de 140 polícias ficaram feridos.

A justiça norte-americana identificou e condenou cerca de 1.600 invasores do 6 de janeiro, que, até recentemente, cumpriam penas de prisão - isto até Donald Trump os ter perdoado no seu primeiro dia de volta à presidência, a 20 de janeiro de 2025.

Site alega que réus foram "injustamente perseguidos" e "usados como exemplos políticos"

"O presidente Trump tomou uma atitude decisiva ao perdoar os réus do 6 de janeiro que foram injustamente perseguidos, acusados em excesso e usados como exemplos políticos. Eles não foram protegidos pelos líderes que os abandonaram. Foram punidos para encobrir incompetência", lê-se no primeiro parágrafo da página publicada no quinto aniversário do incidente.

Muitos deles, alega a Casa Branca no site, eram "meros invasores ou manifestantes pacíficos tratados como insurgentes pelo Departamento de Justiça, que Biden usou como arma".

A Casa Branca alega ainda que o incidente foi revertido "habilmente" pelos democratas, afirmando que foi criada uma narrativa falsa onde "manifestantes pacífico e patriotas" foram rotulados como "insurgentes e enquadrando o evento como uma tentativa de golpe orquestrada por Trump - apesar de não haver provas de uma revolta armada ou intenção de derrubar o governo".

"Na verdade, foram os democratas que encenaram a verdadeira insurreição ao certificar uma eleição fraudulenta, ignorando irregularidades generalizadas e usando agências federais como arma para perseguir dissidentes", atira ainda.

A versão dos eventos da Casa Branca liderada por Donald Trump, note-se, não corresponde aos factos desse dia. A justiça norte-americana (independente do poder político) considerou que havia indícios suficientes de crime para condenar os cerca de 1.600 arguidos acusados no incidente de 6 de janeiro.

Para além dos manifestantes violentos desse dia, também o próprio Donald Trump foi alvo de um processo jurídico.

"Trump foi foi a pessoa mais culpada e responsável por esta conspiração"

O mês passado, Jack Smith, que liderou a acusação federal contra Trump devido ao 6 de Janeiro, afirmou que o atual presidente é o responsável por instigar o ataque, frisando que os crimes que ocorreram naquele dia foram cometidos em seu nome.

"As provas aqui apresentadas deixaram claro que o presidente Trump foi, em grande medida, a pessoa mais culpada e mais responsável por esta conspiração", testemunhou Smith aos legisladores, de acordo com uma transcrição divulgada pela Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes, liderada pelos republicanos. "Estes crimes foram cometidos em seu benefício. O ataque que ocorreu no Capitólio, parte deste caso, não teria acontecido sem ele", defendeu.

O processo contra o atual chefe de Estado acabou por cair por terra em 2024, quando o republicano foi reeleito. Na altura, Smith explicou que há regulamentos federais que impedem que um presidente em funções seja alvo de um processo.

Após o ataque, Trump foi alvo de um "impeachment" (destituição) após o ataque, mas o Senado acabou por o absolver durante o julgamento que se seguiu.

Leia Também: Apoiantes do ataque ao Capitólio prestam homenagem a "mártires"

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2914943/perseguidos-casa-branca-reescreve-a-invasao-ao-capitolio-em-novo-site#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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