Oito países muçulmanos aceitam entrar no Conselho da Paz para Gaza

  • 22/01/2026

Após o anúncio de Trump da criação de um organismo destinado a trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, a diplomacia de Riade informou hoje que a decisão de integrar esta nova entidade foi tomada conjuntamente pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão, que elogiaram os "esforços pela paz" promovidos pelo líder norte-americano.

 

Trump presidirá, na quinta-feira em Davos (Suíça), onde decorre esta semana o Fórum Económico Mundial, à cerimónia de criação do Conselho da Paz, um novo organismo internacional promovido pelo político republicano com o objetivo de pôr fim aos conflitos armados.

A Casa Branca tinha anunciado inicialmente a criação do Conselho da Paz como parte do plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e supervisionar a reconstrução do território palestiniano.

Segundo a minuta do documento fundador do organismo, citado nos últimos dias por vários 'media' internacionais, o seu mandato será mais amplo, visando atuar como uma plataforma global de mediação e resolução de conflitos, num modelo que poderá funcionar como alternativa às Nações Unidas.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou também hoje que Israel aceitou integrar o novo organismo.

No entanto, Netanyahu opôs-se à participação do ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, e do diplomata do Qatar, Ali Al-Thawadi, no Comité Executivo para Gaza, que deverá funcionar sob os auspícios do Conselho da Paz.

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, já tinham anunciado anteriormente a sua adesão ao novo organismo proposto por Washington.

O Governo português informou na terça-feira que está a analisar o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a reconhecer "algumas dúvidas" na configuração deste organismo.

Durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel, afirmou que Portugal recebeu, no passado dia 16, o convite da administração de Donald Trump.

A Santa Sé também foi convidada a integrar o Conselho da Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Papa Leão XIV está a analisar a proposta, revelou hoje o secretário de Estado do Vaticano.

Segue-se um levantamento da agência norte-americana Associated Press (AP) sobre quais os países que estão a aderir, quais não estão e quais ainda não se decidiram.

Países que aceitaram participar no Conselho da Paz:

  • Argentina
  • Arménia
  • Azerbaijão
  • Bahrein
  • Bielorrússia
  • Egito
  • Hungria
  • Indonésia
  • Jordânia
  • Cazaquistão
  • Kosovo
  • Marrocos
  • Paquistão
  • Qatar
  • Arábia Saudita
  • Turquia
  • Emirados Árabes Unidos
  • Uzbequistão
  • Vietname

Países que não participarão no Conselho, pelo menos por enquanto:

  • França
  • Noruega
  • Eslovénia
  • Suécia

Países que foram convidados, mas ainda não se comprometeram:

  • Reino Unido
  • China
  • Croácia
  • Alemanha
  • Itália
  • Órgão executivo da União Europeia
  • Paraguai
  • Rússia
  • Singapura
  • Ucrânia
  • Portugal

Leia Também: Papa Leão XIV analisa convite para integrar Conselho de Paz de Trump

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2923805/oito-paises-muculmanos-aceitam-entrar-no-conselho-da-paz-para-gaza#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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