Moçambique em alerta vermelho por chuvas fortes
- 09/01/2026
Num aviso válido até à noite de sábado, o Inam prevê precipitação superior a 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 100 milímetros em alguns distritos, acompanhada por trovoadas severas e ventos com rajadas fortes.
As províncias em risco são Sofala e Manica (centro), e Inhambane, Gaza e Maputo (sul), abrangendo vários distritos e cidades, incluindo Maputo e Matola, as duas maiores do país, segundo o boletim meteorológico divulgado hoje pela instituição.
Na sequência do alerta meteorológico, também a Direção Nacional de Recursos Hídricos confirmou que várias bacias hidrográficas do país já se encontram em situação de vigilância devido à subida dos níveis de água.
"Neste momento, temos algumas bacias hidrográficas que estão em alerta, o que significa que estão com o nível relativamente alto e, se forem a receber quantidade de precipitação como está previsto neste momento, podem registar situação de transbordo", disse o diretor nacional de Recursos Hídricos, Agostinho Vilanculos, em conferência de imprensa hoje, em Maputo.
Segundo o responsável, a maior preocupação recai sobre a província de Inhambane, onde pequenas bacias costeiras podem subir rapidamente de nível: "Nós achamos que essas duas bacias vão incrementar rapidamente o seu nível e poderão também registar o transbordo".
Vilanculos alertou ainda para o risco de cheias em rios da região sul, com impacto na agricultura e nas comunidades.
"O Limpopo está neste momento em alerta e vai continuar a registar volumes muito altos, e significa que [distrito de] Chókwè vai voltar a entrar em alerta e também vai incrementar o seu nível, podendo transbordar, inundando as áreas agrícolas, sobretudo no sistema de regadio de Chókwè, de Xai-xai, e também inundando algumas aldeias", disse, estimando que cerca de 400 mil pessoas possam ser afetadas.
Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, mas também períodos prolongados de seca severa.
O Presidente moçambicano disse, em 18 de dezembro, que pelo menos 313 pessoas morreram, 1.255 ficaram feridas e mais de 1,8 milhões foram afetadas pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que atingiram Moçambique na época chuvosa 2024-2025.
Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
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