Moçambique com défice de 87,9 milhões para vítimas das inundações

  • 21/01/2026

"Para assistência, com dados até ontem [segunda-feira], temos um défice e carecemos ou precisamos de um reforço orçamental de 6,6 mil milhões de meticais para assistência humanitária às populações moçambicanas que se encontram na situação de deslocados", disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final de uma reunião deste órgão, em Maputo.

 

Segundo o responsável, este valor é necessário para reforçar a assistência humanitária às vítimas que neste momento se encontram em centros de acomodação.

As previsões do plano de contingência para a época chuvosa 2025/2026 em Moçambique eram de que chuvas e ventos fortes poderiam afetar 1,2 milhões de pessoas, e para responder à situação o Governo precisa de 14 mil milhões meticais (190 milhões de euros), dos quais até outubro, mês do início da época chuvosa, só tinha menos de metade. 

Segundo das autoridades moçambicanas, em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

Questionado sobre o plano da retoma de transitabilidade na N1, principal via terrestre do país, Impissa disse que só será possível após o nível das águas baixar.

"Há vários troços galgados e a informação preliminar que temos é que pode ter havido fissuras em alguns pontos dada a corrente das águas, mas também o facto das estradas se manterem muito tempo sobre águas", disse Impissa.

"Depois das águas acabarem, tem que se fazer uma análise da estrutura das estradas e só daí definir-se qual é o esforço humano para se retomar a transitabilidade na N1. Mas é nossa preocupação e o facto de ser N1 constitui prioridade para manter a conexão entre o país todo", acrescentou o porta-voz do Governo.

O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 112, continuando três pessoas desaparecidos, além de 99 pessoas feridas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com os dados do INGD, com números de 01 de outubro a 19 de janeiro, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas até ao momento 645.781 pessoas, equivalente a 122.863 famílias, com 11.233 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas, agravando o balanço anterior.

Dos 80 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 69 permanecem ativos, com 70.488 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Foram afetadas ainda 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 306 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.

O Governo moçambicano estima que 40% da província de Gaza está submersa, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.

Leia Também: Fenómeno invulgar. Gelo no rio Elba paralisa navegação e ameaça

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2922860/mocambique-com-defice-de-87-9-milhoes-para-vitimas-das-inundacoes#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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