Medvedev diz que Europa vai "acobardar-se e entregar a Gronelândia"
- 15/01/2026
O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, considerou esta quarta-feira que, caso os Estados Unidos tencionem atacar a Dinamarca, a Europa vai "acobardar-se e entregar a Gronelândia".
"O galo gaulês cantava que, se a soberania da Dinamarca for afetada, as consequências serão sem precedentes", começou por referir Medvedev numa publicação na rede social X, referindo-se ao presidente francês, Emmanuel Macron.
E questionou: "Oh, o que farão?! Raptar o presidente dos EUA? Bombardear os EUA com armas nucleares?"
"Claro que não. Simplesmente acobardar-se e entregar a Gronelândia. E isso seria um ótimo precedente europeu", atirou.
The Gallic cock has crowed that, if the sovereignty of Denmark is affected, the consequences would be unprecedented. Ooh, what they will do?! Kidnap POTUS? Nuke the US? Course not. They’ll just shit their pants and give up Greenland. And that’d would be a great European precedent
— Dmitry Medvedev (@MedvedevRussiaE) January 14, 2026
As declarações de Medvedev surgiram no mesmo dia em que o presidente francês alertou que uma eventual violação da soberania do território autónomo dinarquês por parte dos Estados Unidos trará "consequências em cascata".
"Não estamos a subestimar as declarações referentes à Gronelândia. Se a soberania de um país europeu e aliado fosse violada, as consequências em cascata não teriam precedentes. A França está a acompanhar a situação com a máxima atenção e agirá em total solidariedade com a Dinamarca e sua soberania", disse Macron.
A Gronelândia, território autónomo do Reino da Dinamarca, tem sido cobiçada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que já declarou que iria tomar posse daquela região ártica, com uma localização estratégica e recursos minerais significativos, "de uma forma ou de outra".
"Se tivermos de escolher entre os EUA e a Dinamarca, escolhemos a Dinamarca", diz Gronelândia
O primeiro-ministro da Gronelândia assegurou na terça-feira que o governo da região autónoma dinamarquesa optaria pela Dinamarca em vez dos EUA se tivesse de escolher, devido às pretensões de Trump.
"Estamos perante uma crise geopolítica e, se tivermos de escolher entre os Estados Unidos e a Dinamarca neste preciso momento, escolhemos a Dinamarca", afirmou Jens-Frederik Nielsen, em Copenhaga.
Segundo Nielsen, "a Gronelândia não quer que ninguém a possua nem que ninguém a controle".
Já esta quarta-feira, uma delegação da Dinamarca e da Gronelândia foi recebida na Casa Branca para uma reunião. Não houve comunicação oficial imediata de nenhuma das partes depois do fim das discussões.





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