Mauritano morre após agressão e detenção em França. "Não haverá justiça"
- 26/01/2026
Milhares de manifestantes saíram, este domingo, às ruas de Paris, em França, para pedir "justiça" no caso da morte de um imigrante mauritano que morreu depois de ser detido pelas autoridades no passado dia 12.
De acordo com a publicação Le Monde, tudo aconteceu depois de a vítima, El Hacen Diarra, ter sido abordado por agentes da polícia francesa depois de, alegadamente, o terem visto a enrolar um cigarro de canábis.
De acordo com o que explica a publicação, os manifestantes reuniram-se em frente ao local onde Diarra, de 35 anos vivia, e onde foi abordado pelos agentes. Os protestos terminaram em frente à esquadra da polícia para onde o mauritano foi levado.
Para além das milhares de pessoas que manifestaram a sua tristeza e revolta pela violência policial, também a família se juntou aos protestos (na 1.ª e 2.ª fotografia da galeria acima é possível a família e, depois em particular, um dos tios deste trabalhador.)
Segundo a imprensa, a família apresentou queixa, acusando as forças policiais de usarem "violência intencional que levou à morte" deste homem. A autoridade francesa abriu uma investigação interna, mas os agentes envolvidos na situação não foram suspensos - nem quando a queixa foi apresentada, nem nas últimas horas.
Ainda este domingo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, rejeitou novamente os pedidos para esta suspensão, alegando que isso só irá acontecer quando houverem provas claras de que foram cometidas irregularidades no processo.
"O agente que nas imagens dá dois murros terá que se explicar”, disse o ministro ao jornal Le Parisien, referindo-se a um vídeo que circula nas redes sociais e que mostra dois agentes e, alegadamente, Diarra. "Mas nada indica, neste momento, quais foram as causas da morte", acrescentou o governante.
C’est effroyable … El Hacen Diarra a supplié les policiers de le laisser respirer. Il a crié « Vous m’étranglez ! »
— moonbee (@BMoon_bee) January 21, 2026
L’autopsie confirme un arrêt cardio-respiratoire par asphyxie mais la justice refuse pour l’instant d’en tirer les conclusions qui s’imposent, comme souvent. https://t.co/voV16VDnz9 pic.twitter.com/fWHV4nk6ON
Segundo os procuradores, os polícias disseram que Diarra resistiu à detenção, tendo sido depois levado para a esquadra após a alegada resistência, e também pela posse de "uma substância castanha semelhante a canábis". Teria também consigo "documentos falsificados."
Segundo o Le Monde, os polícias contam que o homem estava sentado num banco da esquadra quando desmaiou e os paramédicos foram chamados, mas o óbito acabou por ser declarado no local.
Diankou Sissoko, um primo da vítima, disse à Agência France-Presse: "Não acredito que vai ser feita justiça, porque ainda antes de El Hacen morrer houve outras mortes e nunca houve justiça."
O familiar disse ainda que o primo era "amável, tranquilo" e também sempre "sorridente", nada como as descrições feitas pela polícia, que apontou que Diarra era agressivo.
Veja as imagens dos protestos na galeria acima.





.jpg)























































