Justiça espanhola arquiva espionagem com Pegasus e queixa-se de Israel
- 23/01/2026
Num despacho com a decisão de "arquivamento provisório", o juiz José Luis Calama disse que Israel não respondeu a sucessivas cartas rogatórias "emitidas, ampliadas e recordadas em diferentes momentos nos últimos anos" e isso impede continuar com a investigação, de acordo com um comunicado.
A justiça espanhola pretendia, da parte de Israel, informação sobre a empresa israelita NSO Group, dona do Pegasus, e ouvir o presidente executivo da companhia.
O juiz determinou assim o arquivamento provisório do caso "até que a informação obtida através de um eventual e pouco provável cumprimento da carta rogatória que o Estado de Israel está a obstruir ou novas fontes de prova permitam continuar com a investigação".
Em maio de 2022, o Governo espanhol avançou que o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a ministra da Defesa, Margarita Robles, o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, e o ministro da Agricultura, Luis Planas, tinham sido espiados pelo mesmo 'software', num "ataque externo" cujo perpetrador permanece desconhecido.
A justiça espanhola investigou inicialmente quase durante um ano este caso, antes de determinar o arquivamento pela falta de cooperação de Israel.
A investigação acabou por ser reaberta em abril de 2024, na sequência de informações recebidas de França, cujas autoridades pediram informações à empresa NSO e dirigiram pedidos de cooperação judicial a Israel e aos Estados Unidos.
Em França, o Presidente, Emmanuel Macron, e vários ministros foram espiados com o Pegasus.
A justiça espanhola emitiu em fevereiro de 2025 um pedido de cooperação às autoridades francesas.
As investigações realizada em França não revelaram dados novos, referiu a mesma nota.
Além do caso que envolve os membros do Governo, há um outro em Espanha, ainda em investigação, relacionado com separatistas catalães espiados com o Pegasus.
A espionagem de 18 políticos catalães independentistas, com autorização judicial, foi confirmada pela anterior chefe dos serviços secretos espanhóis Paz Esteban, demitida do cargo pelo Governo em 2022.
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