Itália e Alemanha defendem reforço do pilar europeu da NATO
- 24/01/2026
"Acreditamos firmemente que o reforço do pilar europeu na NATO e o reforço da nossa dissuasão e defesa são necessários, não apenas devido à ameaça direta que a Rússia representa à segurança euro-atlântica", de acordo com o Protocolo de Plano de Ação para uma Estratégia Bilateral, acordado numa cimeira realizada em Roma.
Meloni e Merz disseram acreditar que "a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia constitui uma clara violação do Direito internacional" e "ameaça a União Europeia enquanto tal".
"A agressão russa contra povos vizinhos pacíficos deve ser dissuadida a longo prazo. Até que uma paz justa seja alcançada, apelamos a um apoio contínuo e resoluto à Ucrânia", afirmaram.
Meloni e Merz salientaram partilhar a "visão de que a Europa deve assumir maior responsabilidade pela sua própria segurança dentro da NATO".
Roma e Berlim comprometeram-se a reforçar o "diálogo regular a todos os níveis" e a coordenar "mais estreitamente as políticas-chave", tendo em conta a guerra na Ucrânia e outros "desafios atuais aos valores, segurança e interesses europeus".
O objetivo do acordo é "proteger a paz e a estabilidade na Europa e manter a arquitetura de segurança euro-atlântica", referiram, salientando que esta "parceria não é exclusiva", mas pretende "incluir outros aliados e parceiros com ideias semelhantes sempre que possível e de relevância estratégica".
A declaração surgiu num contexto de exigências do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os aliados europeus aumentem os investimentos em defesa e segurança no âmbito da Aliança Atlântica.
A cimeira bilateral, realizada na Villa Doria Pamphilj, em Roma, serviu para assinar uma dúzia de acordos sobre segurança, energia, imigração e indústria entre os governos de Itália e Alemanha.
Meloni e Merz, ambos conservadores, assinaram um protocolo sobre um Plano de Ação para "cooperação estratégica bilateral no âmbito da União Europeia" e outro para colaboração "reforçada" em matéria de segurança, defesa e resiliência.
Leia Também: Reino Unido critica Trump por minimizar papel da NATO no Afeganistão





.jpg)






















































