Israel "solidário com a luta" do povo iraniano (após semana de protestos)

  • 05/01/2026

"É perfeitamente possível que nos encontremos num momento em que o povo iraniano toma o seu destino nas próprias mãos", acrescentou Netanyahu, no seu primeiro comentário público desde o início do movimento de protesto no Irão, a 28 de dezembro.

 

Vários manifestantes morreram no Irão no sétimo dia de protestos, que continuaram até ao final do sábado em cerca de 12 cidades do país, em algumas das quais ocorreram confrontos com as forças de segurança.

As manifestações ocorreram em cidades como Teerão, Shiraz, Mashad, Isfahan, Karaj e Malekshahi, entre outras, com palavras de ordem contra a República Islâmica.

Imagens divulgadas por ativistas nas redes sociais, publicadas pela agência noticiosa espanhola EFE, mostram um forte destacamento de forças policiais e de segurança, bem como o uso de gás lacrimogéneo, tiros e detenções em diferentes cidades.

Segundo dados da Hrana, organização não-governamental iraniana de oposição, com sede nos Estados Unidos, cerca de 60 cidades de 25 províncias do Irão foram palco de protestos desde o último domingo, nos quais pelo menos 16 pessoas morreram, entre elas um agente, e pelo menos 582 ficaram detidas.

Os meios de comunicação oficiais descreveram um ambiente de distúrbios no país, atribuídos a manifestantes armados ou a atores estrangeiros, a quem o líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, acusou no sábado de abusar dos protestos económicos dos comerciantes, apelando para que fossem "colocados no seu lugar".

Os protestos começaram no domingo passado em Teerão, impulsionados inicialmente por comerciantes e setores económicos afetados pela deterioração da situação económica, a queda do rial e a alta inflação.

Netanyahu indicou ter discutido o assunto com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a sua recente visita oficial aos Estados Unidos, abordando também o programa nuclear iraniano.

"Reafirmámos a nossa posição comum, consistindo, por um lado, em manter o enriquecimento [de urânio no Irão] a zero e, claro, exigir a retirada dos 400 quilos de material enriquecido do Irão, bem como uma supervisão rigorosa e autêntica dos locais de enriquecimento", declarou.

O Irão e Israel, inimigos jurados desde o advento da República Islâmica em 1979, confrontaram-se em junho numa guerra de 12 dias, desencadeada por um ataque sem precedentes de Israel a locais militares, nucleares e áreas habitadas iranianas.

Os países ocidentais e Israel suspeitam que o Irão pretende dotar-se da bomba atómica e procuram um novo tratado que enquadre e limite o seu programa nuclear.

Teerão defende vigorosamente que não possui tais ambições e afirma desenvolver a energia nuclear para fins civis, embora tenha enriquecido nos últimos anos uma quantidade de urânio muito superior à necessária para esses fins.

Netanyahu alertou há alguns dias que, se o Irão retomar a produção de mísseis balísticos e o seu programa nuclear, cujas instalações foram atacadas este verão, Israel e os Estados Unidos da América voltarão a agir.

O Irão atravessa uma profunda crise económica, com uma inflação anual superior a 42% e uma inflação interanual que, em dezembro, ultrapassou os 52% em relação ao mesmo mês do ano anterior, num contexto marcado pelas severas sanções dos Estados Unidos e das Nações Unidas contra o país devido ao seu programa nuclear.

Leia Também: Protestos no Irão causam mortos e confrontos no 7.º dia em várias cidades

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2913476/israel-solidario-com-a-luta-do-povo-iraniano-apos-semana-de-protestos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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