Irão: Comerciantes acedem à internet por 20 minutos após apagão digital
- 25/01/2026
"Os comerciantes devem registar-se para usar a Internet e, sob a supervisão de um observador, podem aceder durante cerca de 20 minutos", anunciou o chefe da Câmara de Comércio Irão-China, Majid Reza Hariri, citado pelo meio Asriran.
Hariri comentou que o limite de tempo "não é ideal" e que, em 20 minutos, os comerciantes só podem consultar alguns e-mails.
A medida para controlar o acesso à Internet responde à preocupação das autoridades com possíveis ciberataques.
No entanto, não se conhece que órgão supervisiona a utilização da rede ou o tipo de conteúdo que pretende controlar.
"Este método não é uma solução adequada para o problema do corte da internet", observou Hariri, acrescentando que as aplicações de mensagens se tornaram a principal ferramenta de comunicação com parceiros estrangeiros.
"Toda a nossa comunicação com outros países é feita através destas plataformas", disse o responsável.
Afirmou ainda que é necessário encontrar soluções que protejam a infraestrutura do país sem dificultar a atividade económica.
"Devemos permitir que as empresas operem, protegendo ao mesmo tempo a segurança do país", concluiu.
As autoridades iranianas dizem que ainda não têm dados sobre o custo económico do corte da Internet, que já dura há 17 dias.
No entanto, a NetBlocks, um grupo que monitoriza a Internet, relatou nos primeiros dias após a desconexão que cada dia de interrupção custa ao país mais de 37 milhões de dólares (cerca de 31,3 milhões de euros, ao câmbio atual).
A República Islâmica desligou a internet a 8 de janeiro, o dia em que os protestos anti-governamentais desencadeados a 28 de dezembro atingiram o seu auge e enfrentaram uma dura repressão estatal.
Segundo a versão oficial, mais de 3.100 pessoas morreram, enquanto organizações da oposição, como a HRANA, sediadas nos Estados Unidos, estimam o número de mortos em 5.495.
Teerão culpa os Estados Unidos, Israel e os seus "agentes terroristas" pelas mortes, enquanto organizações como a Amnistia Internacional denunciaram a forte repressão estatal e descreveram o que aconteceu nos recentes protestos como um "massacre".
Leia Também: Irão promete responder a ameaças de Trump no terreno





.jpg)






















































