Forças Armadas de Myanmar atacam civis e opositores ao governo
- 26/01/2026
Parapentes motorizados são outros dispositivos que têm vindo ser utilizados, diz a organização Fortify Rights num relatório divulgado hoje.
A mesma fonte afirma ter registado um número crescente de ataques com aqueles tipos de aparelhos no ano passado, com artilharia a ser lançada do ar.
"O exército de Myanmar encontrou novas formas de matar civis a partir de céu, usando paramotores e giroscópios (espécie de helicóptero), equipados com explosivos não telecomandados e que são lançados manualmente", denuncia o texto, que fala de dezenas de vítimas mortais deste tipo de ataques.
Em outubro, um dos referidos parapentes motorizados lançou dois projéteis sobre manifestantes numa vigília à luz de velas na região de Sagaing, matando pelo menos 24 pessoas.
Noutro ataque em Sagaing, um giroscópio atacou um hospital, matando o médico chefe e outros dois funcionários de saúde.
O principal partido pró-militar de Myanmar (antiga Birmânia) reivindicou hoje vitória, um dia após a última fase da legislativas organizadas pela junta, denunciadas como uma manobra para prolongar o domínio do exército.
"Já obtivemos a maioria", disse à agência de notícias francesa AFP um responsável do Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (PUSD), que pediu para não ser identificado por não estar autorizado a divulgar os resultados parciais.
Os resultados oficiais devem ser anunciados ainda esta semana.
A junta militar tomou o poder num golpe de Estado em 2021, derrubando o governo da figura democrática e vencedora do Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, e mergulhando o país numa guerra civil.
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