Exército do Uganda nega ter levado líder da oposição "à força"

  • 17/01/2026

"Um helicóptero do exército aterrou" na residência de Bobi Wine "e levou-o à força para um local desconhecido", afirmou o partido do líder da oposição, a Plataforma de Unidade Nacional (NUP, na sigla em inglês).

 

Os guarda-costas de Wine foram "violentamente atacados" durante o incidente, acrescentou a NUP, na sexta-feira à noite.

"Os rumores sobre a sua alegada detenção [de Bobi Wine] são infundados", negou hoje o porta-voz do exército, Chris Magezi.

Na quinta-feira à noite, o NUP disse que o líder da oposição ugandesa tinha sido colocado em prisão domiciliária juntamente com a mulher, numa residência que estava a ser cercada pelo exército e pela polícia.

"Os agentes de segurança violaram ilegalmente a vedação do perímetro e estão a montar tendas dentro da sua propriedade", acrescentou o partido.

"Isto não é força. Estão a agir assim por medo das pessoas que ofenderam ao cometerem tantas atrocidades", criticou Wine na rede social X, também na quinta-feira.

O porta-voz da polícia do Uganda, Kituuma Rusoke, afirmou mais tarde que o líder da oposição "não estava em prisão domiciliária" e que os agentes estavam "simplesmente a garantir a sua segurança", segundo a emissora privada NBS.

Na sexta-feira, um deputado da NUP denunciou o assassínio de 10 dos seus apoiantes pelo exército.

"Dez pessoas foram mortas dentro da minha casa", disse à agência de notícias France-Presse (AFP) Muwanga Kivumbi, dirigente político no distrito de Butambala (centro), reduto de Bobi Wine.

"Depois de os terem matado, o exército continuou a disparar. Depois, removeram todas as provas da sua morte. Só resta uma poça de sangue", disse, emocionado.

As eleições presidenciais e parlamentares do Uganda aconteceram na quinta-feira, tendo o Presidente cessante do Uganda, Yoweri Museveni, e Bobi Wine como os principais candidatos na corrida pela Presidência.

Após a contagem dos votos, em menos de metade das mesas de voto do país, Museveni tem 76,25% dos votos, contra 19,85% de Bobi Wine -- cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi --, segundo a comissão eleitoral.

Muitos observadores veem estas eleições como uma formalidade para o atual Presidente - um antigo líder guerrilheiro de 81 anos, que procura um sétimo mandato consecutivo - devido ao seu controlo total do aparelho eleitoral e de segurança.

A população não tem acesso à internet, que foi desligada pelas autoridades na terça-feira, e uma grande presença de segurança foi mobilizada em todo o país.

O ex-cantor Bobi Wine, de 43 anos, que se autointitula o "presidente do gueto", uma referência ao bairro da sua infância numa das favelas da capital, Kampala, é o principal opositor de Museveni, que governa o Uganda desde 1986.

A votação decorreu numa atmosfera "marcada pela repressão e intimidação generalizadas", observou a ONU.

Líder da oposição no Uganda colocado em prisão domiciliária

Líder da oposição no Uganda colocado em prisão domiciliária

O líder da oposição ugandesa foi colocado em prisão domiciliária na quinta-feira à noite, denunciou o seu partido, enquanto o presidente cessante lidera a contagem de votos das eleições presidenciais e parlamentares, segundo os resultados preliminares hoje divulgados.

Lusa | 10:40 - 16/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2921107/exercito-do-uganda-nega-ter-levado-lider-da-oposicao-a-forca#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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