Dinamarca vai reforçar presença militar na Gronelândia, anuncia ministro
- 14/01/2026
"Continuaremos a reforçar a nossa presença militar na Gronelândia, mas iremos também insistir no seio da NATO em mais exercícios e numa presença acrescida da Aliança no Ártico", disse Troels Lund Poulsen à agência de notícias France-Presse (AFP).
As declarações, por escrito, foram divulgadas poucas horas antes de um encontro na Casa Branca, a sede da presidência dos Estados Unidos em Washington, entre responsáveis gronelandeses, dinamarqueses e norte-americanos sobre o futuro do território autónomo dinamarquês.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, por considerar que a ilha no Ártico é fundamental para a defesa dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, assegurou na terça-feira que o Governo da ilha optaria pela Dinamarca se tivesse de escolher entre o país europeu e os Estados Unidos.
As declarações de Jens-Frederik Nielsen foram feitas na véspera da reunião em Washington sobre a Gronelândia, em que participarão o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, e a conselheira de Negócios Estrangeiros gronelandesa, Vivian Motzfeldt.
O encontro terá como anfitrião o vice-presidente JD Vance e contará com a presença do chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio.
A Gronelândia é um território autónomo do reino da Dinamarca desde 1979, mas poderá tornar-se independente nos termos da Lei da Autonomia, de 2009, com base numa decisão do Governo e do povo da ilha.
Geopoliticamente europeu, embora parte do continente americano, a Gronelândia tem cerca de 56.600 habitantes, dos quais cerca de 19.600 vivem na capital Nuuk, segundo dados do Conselho Nórdico, que reúne deputados da região.
Com 2,1 milhões de quilómetros quadrados, a Gronelândia é a maior ilha do mundo e possui algumas das reservas mais ricas de recursos naturais do planeta, incluindo terras raras, petróleo e gás.
[Notícia atualizada às 14h13]
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