Dez pessoas consideradas culpadas de ciberbullying contra Brigitte Macron
- 05/01/2026
Dez pessoas que espalharam alegações de que a primeira-dama de França, Brigitte Macron, nasceu homem, foram consideradas culpadas de ciberbullying, avança a BBC.
Um tribunal de Paris condenou, esta segunda-feira, dia 5 de janeiro, todos os réus a penas que vão desde um curso de consciencialização sobre ciberbullying a 8 meses de pena de prisão suspensa.
O único arguido que não foi condenado a pena de prisão foi um professor, que pediu desculpa durante o julgamento.
O tribunal apontou a existência de comentários "particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos", feito por várias pessoas, entre elas influenciadores, que alegavam que a mulher do presidente francês tinha nascido homem.
Os arguidos são duas mulheres e oito homens, com idades entre os 41 e os 65 anos, acusados de terem publicado vários comentários maliciosos sobre a mulher do presidente francês. Para além das alegações sobre a sua identidade referiam-se ainda à sua relação com Macron como se tratando de um caso de pedofilia, dado que Emmanuel e a mulher têm uma diferença de idades de 24 anos.
Recorde-se que o casal se conheceu quando Brigitte era professora na escola secundária onde Emmanuel estudava. Casaram em 2007 quando o presidente de França tinha 29 anos.
"Estou constantemente a defender os adolescentes que lutam contra o 'bullying', mas se não der o exemplo, será difícil", declarou a primeira-dama em entrevista à TF1.
O procurador Hervé Tétier explicou que os "instigadores" destes comentários foram identificados como o escritor Aurélien Poirson-Atlan, também conhecido por Zoé Sagan nas redes sociais, além de Amandine Roy e Bertrand Scholler --- este último proprietário de uma galeria de arte com mais de 100 mil seguidores na rede social X.
Os outros sete arguidos foram incluídos como "seguidores" destes três.
Todos continuam a defender as suas ações e a invocar a liberdade de expressão, num caso que descreveram como um simples ato de "humor" e "sátira".
Assim, afirmaram que "não cometeram 'cyberbullying'", mas que exerceram a "liberdade de expressão".
Rumores começaram em França
O início destas alegações começaram a surgir nas redes sociais desde a eleição de Emmanuel Macron, em 2017, segundo a qual Brigitte Macron, nascida Trogneux, nunca existiu, mas que o seu irmão, Jean-Michel, assumiu essa identidade depois de mudar de sexo, conta a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
Duas mulheres começaram a ser julgadas em junho de 2024 no Tribunal Penal de Paris por terem espalhado na internet o boato segundo o qual a mulher do presidente francês mudou de sexo, um rumor que se tornou viral e chegou mesmo aos Estados Unidos da América (EUA).
As duas principais arguidas, uma 'medium' chamada Amandine Roy, e Natacha Rey, que se intitula "jornalista autodidata independente", estiveram no banco dos réus. Amandine foi considerada uma das principais promotoras da campanha contra Brigitte tendo sido sentenciada a uma pena de 6 meses.
"Cenários inventados". Macron nega boatos
Em reação, o presidente francês lamentou os "ataques machistas e sexistas" de que é alvo "uma mulher poderosa" que o acompanha.
"O pior são as informações falsas e os cenários inventados, com as pessoas a acabarem por acreditar neles e a perturbar-nos, mesmo na nossa intimidade", disse Macron em declarações aos jornalistas, quando questionado quais as suas "piores recordações como presidente".
Recorde-se que depois disso, o casal disse querer apresentar, em tribunal, provas de que as acusações não eram verdadeiras.
[Notícia atualizada às 14h25]
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