China alerta Irão que é contra "uso da força nas relações internacionais"
- 15/01/2026
"A China opõe-se ao uso ou a ameaça da força nas relações internacionais" e é contra que haja outros "países que imponham sua vontade a outros países", disse Wang Yi a Abbas Araghchi, segundo comunicado oficial da diplomacia da China.
Aquele responsável governamental chinês acrescentou que a China está "disposta a desempenhar um papel construtivo" na busca de uma solução para a situação que se vive no Irão.
Desde 28 de dezembro, têm havido manifestações e confrontos no Irão, inicialmente em Teerão devido ao colapso do rial, a moeda iraniana, e à elevada inflação, mas alastraram-se depois a mais de 100 cidades do país.
A violenta repressão daqueles movimentos por parte das autoridades de segurança iranianas terá provocado já 3.428 mortos, segundo a organização não governamental Iran Human Rights (IHRNGO).
Entretanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem vindo a ameaçar uma intervenção militar no país do Médio Oriente, à semelhança do que ocorreu no conflito de 12 dias, em junho, envolvendo também Israel.
Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos da América, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.
A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (22:00 em Lisboa), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, o antigo primeiro-ministro português António Guterres.





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