Capturar Putin? "Não acho que seja necessário", admite Trump
- 11/01/2026
O presidente dos Estados Unidos defendeu na sexta-feira que não "será necessário" organizar uma operação à semelhança da que aconteceu na Venezuela para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
"Não acho que seja necessário. Sempre tive uma ótima relação com ele", afirmou em declarações aos jornalistas em Washington, após uma reunião com executivos do setor petrolífero.
O comentário, recorde-se, surge depois de a administração Trump ter organizado e autorizado um ataque à Venezuela para capturar o presidente, agora destituído, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores. O casal foi levado para os Estados Unidos onde permanece detido até ao seu julgamento. Maduro é acusado de importar cocaína para os Estados Unidos, entre outros crimes.
Na mesma conversa, na sexta-feira, Trump acrescentou: "Estou muito desiludido. Resolvi oito guerras e achei que esta [entre a Rússia e a Ucrânia] seria talvez uma das mais fáceis".
Apesar de os esforços dos Estados Unidos terem sido, recorrentemente, frustrados, Donald Trump continuou a mostrar-se confiante na resolução do conflito, frisando que Moscovo perdeu 31 mil pessoas só no mês passado e que a economia nacional está numa "má situação".
"Acho que vamos acabar por resolver isto. Gostava que o pudéssemos ter feito mais rápido", admitiu.
Mais à frente, mas ainda durante a mesma conversa, Trump comentou ainda que Vladimir Putin não se sente intimidado ou minimamente pressionado pelos líderes europeus para chegar a um acordo com Kyiv. Esse papel, defendeu, cabe exclusivamente aos Estados Unidos.
"A Europa tem feito muito pela Ucrânia, mas não tem sido o suficiente. E eu diria que o presidente Putin não tem medo da Europa. Ele tem medo dos Estados Unidos da América liderados por mim", atirou.
As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura em que o acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia já estará "90% pronto". Ainda não se sabe, contudo, qual será a resposta de Moscovo ao documento, que, depois de uma primeira versão, tem sido trabalhado maioritariamente pela Ucrânia com a mediação dos Estados Unidos.
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