Bolsonaro quer descontar dias de prisão com leitura de livros. E quais?

  • 09/01/2026

A defesa de Jair Bolsonaro fez um pedido dirigido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para que a pena de prisão do antigo presidente do Brasil fosse reduzida através de um programa de leitura.

 

De acordo com o g1, em causa está um programa que permite que por cada livro lido e avaliado quatro dias de pensa sejam reduzidos à pena de prisão. O máximo é de 48 dias por ano (12 livros), segundo a imprensa brasileira.

O pedido ainda não está a ser analisado por Alexandre de Moraes.

Note-se que Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. 

Esta redução será possível? E quais os livros?

Ainda de acordo com o g1, em dezembro Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira, que era apontado como fazendo parte do "núcleo crucial" do golpe a trabalhar, ler livros e a fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão a que foi condenado.

As obras que podem levar à redução das penas de prisão são escolhidas e autorizadas pelo sistema e, de acordo com o g1, incluem possibilidades como "Ainda estou aqui", livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, que conta as suas memórias e momentos marcantes na vida das irmãs, mãe e pai, Rubens Paiva.

Rubens Paiva foi um ex-deputado federal assassinado durante a ditadura militar. Mais recentemente, a história foi adaptada e esteve mesmo em vias de ganhar um Óscar de Melhor Filme, pela primeira vez. Ganhou, no entanto, a estatueta de Melhor Filme Internacional - o que só aconteceu com uma obra do Brasil em 1998, com "Central Brasil".

Walter Salles dedica Óscar de 'Ainda Estou Aqui' a Eunice Paiva

Walter Salles dedica Óscar de 'Ainda Estou Aqui' a Eunice Paiva

O realizador brasileiro dedicou o Óscar de Melhor Filme Internacional a Eunice Paiva, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.

Notícias ao Minuto | 03:51 - 03/03/2025

Para além desta obra, que ganhou vida pela atuação de Fernanda Torres como Eunice Paiva, há ainda outras obras que têm 'luz verde': "Democracia", de Philip Bunting ou "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoiévski.

Jair Bolsonaro começou em 25 de novembro a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro dos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado).

O ex-presidente nunca reconheceu a derrota eleitoral nas presidenciais de outubro de 2022, lançou suspeitas infundadas sobre o uso das urnas eletrónicas, incentivou manifestações de caráter antidemocrático junto a bases militares e, segundo a Justiça, projetou planos para permanecer no poder e até matar adversários políticos e judiciários, entre os quais o próprio Lula da Silva e o juiz Alexandre de Moares.

Os acontecimentos culminaram nos ataques em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

Milhares de apoiantes do ex-presidente invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, numa tentativa de golpe de Estado para depor Lula da Silva da Presidência.

Leia Também: Bolsonaro no hospital para fazer exames (após cair e bater com a cabeça)

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916045/bolsonaro-tenta-reduzir-pena-com-leitura-na-prisao-e-com-que-obras#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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