Autoridades confirmam que incêndio na Suíça começou com velas de foguete
- 03/01/2026
As autoridades suíças confirmaram, esta sexta-feira, que "tudo indica" que o incêndio que provocou 40 mortos e 119 feridos, no bar de uma estância de esqui, "começou com velas de foguete".
"Tudo indica que o incêndio começou com velas de foguete colocadas sobre garrafas de champanhe, que foram levadas muito perto do teto, e a partir daí ocorreu uma conflagração rápida e generalizada", explicou a Procuradora-Geral do Cantão de Valais, Béatrice Pilloud, em conferência de imprensa.
Será agora aberta uma investigação por "incêndio criminoso por negligência" e "homicídio por negligência", sublinhou a procuradora, acrescentando que os dois gerentes do bar já foram interrogados pela polícia.
Segundo o mais recente balanço, o número de feridos no incêndio na estância de esqui de Crans-Montana subiu de 115 para 119, enquanto o número de mortos se manteve nos 40.
Uma portuguesa ferida e uma desaparecida após incêndio
Entre os 119 feridos há uma cidadã portuguesa, além de 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio e um belga. Há também registo de uma portuguesa desaparecida.
"Uma cidadã nacional ferida (detalhes sobre estado de saúde ainda por conhecer) e uma desaparecida confirmada de nacionalidade portuguesa", indicou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Notícias ao Minuto.
O que se sabe sobre o incêndio?
O incêndio deflagrou pelas 1h30 locais (00h30 em Lisboa) de quinta-feira, seguindo-se uma explosão, no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana. Segundo explicou Pilloud, "o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada".
A primeira vítima mortal foi identificada como Emanuele Galeppini, um jovem golfista italiano. Num comunicado, a Federação Italiana de Golfe lamentou a perda de um "jovem atleta que personificava a paixão e os valores autênticos".
As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.
Numa publicação, na rede social X, o presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que "França está a receber feridos nos seus hospitais e está disponível para prestar toda a assistência necessária".
Além de França, também a Itália e a Alemanha disponibilizaram-se para receber nos seus hospitais alguns dos feridos, que apresentam principalmente queimaduras e que, inicialmente, foram distribuídos em centros hospitalares suíços em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique.
As autoridades suíças decidiram, ainda, ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE) após o incêndio. O anúncio foi feito pela comissária europeia de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X, onde afirmou que "Bruxelas está em contacto com as autoridades helvéticas para prestar assistência médica às vítimas".
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