Após cheias, Moçambique precisa de 26 mil toneladas de sementes
- 27/01/2026
De acordo com uma nota do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) moçambicano, durante as cheias e inundações no país nas últimas semanas foram afetados principalmente os distritos de Xai-Xai, com 290 hectares, e Chókwè, com 270 hectares, ambos na província de Gaza, sul do país.
De acordo com o MAAP, para fazer face à situação causada pelas cheias e às necessidades da segunda época da campanha agrária, o setor necessita de 15.000 toneladas de sementes certificadas de milho, 8.000 toneladas de arroz e 3.000 toneladas de feijão.
Sobre a reunião com os produtores de sementes na segunda-feira para coordenar ações que assegurem a disponibilidade atempada de sementes certificadas, no âmbito da recuperação pós-cheias e da segunda época da Campanha Agrária 2025/2026, o MAAP explica que foram apresentados cerca de 710 hectares de campos de produção de sementes dos três produtos.
O Presidente da Associação de Produtores de Sementes, Marcelino Botão, citado no documento, refere que o 'stock' disponível é atualmente de 2.300 toneladas de semente certificada de milho, 45 toneladas de semente certificada de arroz, 650 toneladas de feijão-nhemba, 270 toneladas de feijão vulgar e quatro toneladas de sementes de hortícolas.
Marcelino destacou que a maioria das empresas ainda se encontra na fase de planificação, não dispondo de 'stock' completo, sendo os dados referentes sobretudo às províncias de Gaza, Manica, Sofala e Nampula.
Quase 105 mil pessoas estão em centros de abrigo em Moçambique, devido às cheias que afetaram já praticamente 700 mil cidadãos em 20 dias, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com dados até às 16:00 (14:00 de Lisboa) da segunda-feira, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 691.527 pessoas (mais 40 mil em 24 horas), equivalente a 151.963 famílias, ainda com 12 mortos, 3.447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154.797 inundadas.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias inteiras continuam a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, já morreram 124 pessoas em Moçambique, além de 148 feridos e 812.194 pessoas foram afetadas, segundo os dados do INGD.
Segundo os dados mais recentes, estão atualmente ativos 105 centros de acomodação - mais seis face a domingo -, com 103.535 pessoas (mais 4.000), incluindo 19.556 que tiveram de ser resgatadas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 229 unidades sanitárias e 366 escolas, quatro pontes e 1.336 quilómetros de estrada.
O registo do INGD aponta ainda para 287.013 hectares de área agrícola afetados, atingindo a atividade de 215.949 agricultores, além da morte de 325.578 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
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