Acusações de corrupção no Chipre? "Não são coincidência", diz ministro
- 15/01/2026
"O momento em que este vídeo surge (...) não creio que seja uma coincidência", disse à imprensa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Constantinos Kombos.
O vídeo, publicado na rede social X a 08 de janeiro, uma semana depois de Chipre ter assumido por seis meses a presidência da UE, alegadamente mostra dirigentes a discutir como contornar a legislação sobre financiamento de campanhas eleitorais.
No documento, os responsáveis políticos referem a utilização de dinheiro em espécie para ultrapassar o limite de um milhão de euros de despesas para uma campanha presidencial.
O chefe de gabinete do presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, o conhecido político Charalambos Charalambous, apresentou a demissão perante a expectativa de uma investigação sobre as acusações, e a primeira-dama Philippa Karsera deixou o cargo de diretora de uma associação apoiada pelo Estado, invocando ataques nas redes sociais contra a sua família.
O governo cipriota nega qualquer ação ilegal e as autoridades do país estão a investigar, para determinar se o vídeo resulta de uma "atividade híbrida" dirigida contra o país e se o seu conteúdo indicia infrações penais.
"Em nenhuma circunstância a nossa política externa será ditada por tais esforços, nem por quem quer que os esteja a promover", acrescentou Kombos.
Ao anunciar a sua demissão na segunda-feira, Charalambous afirmou que as imagens em questão foram editadas de forma enganosa, com sequências montadas uma após a outra sobre uma banda sonora dramática e uma narração, o vídeo foi publicado por uma conta na rede social X que se apresentava como pertencente a uma "investigadora, analista e docente independente" chamada Emily Thompson.
Mas nenhuma pessoa correspondente a essa descrição pôde ser identificada e a conta contém sinais evidentes de ser falsa, incluindo uma atividade constituída de republicações aleatórias usando uma prosa repetitiva.
Kombos também destacou que o Chipre congelou mais de mil milhões de euros em ativos russos. "Diversificámos o modelo económico, o modelo bancário, bem como a composição da defesa do país", sustentou, afirmando que o Chipre tinha-se "alinhado" com as 19 rondas de sanções da UE impostas à Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Os partidos da oposição exigiram que o governo apresentasse provas para refutar as acusações do vídeo, apelando à total transparência e responsabilização.
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