Zelensky ficou sem resposta europeia sobre eventual novo ataque russo
- 08/01/2026
"É uma questão muito difícil (...). E é exatamente a pergunta que tenho feito a todos os nossos parceiros. Até agora, não recebi uma resposta clara e inequívoca", disse Zelensky aos jornalistas, um dia após uma cimeira em Paris, onde Kiev recebeu promessas de garantias de segurança do Ocidente.
O Presidente ucraniano disse que viu "vontade política" entre os aliados da Ucrânia para fornecer "garantias de segurança sólidas", mas defendeu que estas garantias deveriam ser juridicamente vinculativas e "apoiadas pelos Parlamentos, apoiadas pelo Congresso dos Estados Unidos".
Zelensky afirmou ainda que a Ucrânia deve manter um exército de 800 mil soldados para garantir a sua segurança --- o dobro do tamanho dos exércitos francês e britânico juntos --- e estar "equipada com armamento adequado".
"É importante que nos esforcemos para garantir o financiamento de tudo isto", sublinhou o Presidente ucraniano, cujo país depende agora em grande parte do apoio financeiro e militar europeu.
Após a cimeira de Paris, na terça-feira, os 35 países membros da "Coligação dos Dispostos", principalmente europeus, concordaram em enviar uma força multinacional para a Ucrânia e participar na vigilância de um possível cessar-fogo sob a liderança norte-americana, assim que for alcançado um hipotético acordo com a Rússia.
A Rússia rejeitou repetidamente qualquer envio de forças ocidentais para a Ucrânia no passado, o que considera ser uma linha vermelha nas negociações de paz.
Moscovo invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
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