Turquia opõe-se a "operação militar no Irão". "Deve resolver problemas"
- 15/01/2026
"Opomo-nos a qualquer operação militar no Irão. Acreditamos que o Irão deve ser capaz de resolver os seus problemas por si mesmo", afirmou Fidan, acrescentando que os protestos não são uma "revolta contra o regime", mas manifestações ligadas à crise económica no Irão.
"Vamos continuar os nossos esforços diplomáticos. Esperamos que os Estados Unidos e o Irão resolvam esta questão entre si, seja através de mediadores, de outros atores ou do diálogo direto", sublinho o ministro turco, acrescentando que está a acompanhar "estes desenvolvimentos de perto".
"A desestabilização do Irão afetaria toda a região", afirmou.
A Turquia, que se tem mantido praticamente em silêncio sobre a situação no Irão, com quem partilha uma fronteira de 560 quilómetros, teme uma onda de refugiados no seu território caso haja uma ação militar.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, não se pronunciou publicamente desde o início dos protestos contra o regime iraniano, em 28 de dezembro.
Pelo menos 3.428 manifestantes foram mortos, segundo os dados mais recentes da organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHRNGO), com sede na Noruega, que reportou também mais de 10 mil detenções. A ONG alertou que o número de mortes deverá ser superior, pois só informou os casos que conseguiu verificar.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos.
Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.
A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (22:00 em Lisboa), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.
O porta-voz do português, Stéphane Dujarric, reiterou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que a ONU "está extremamente preocupada" com "as imagens que surgem de manifestantes mortos pela violência durante os protestos".





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