Síria. Exército anuncia três mortos um dia depois de novo cessar-fogo
- 19/01/2026
Em comunicado, o exército informou que "três soldados foram mortos e outros três ficaram feridos", sem especificar onde foi registado o confronto.
As forças curdas acusaram o exército de "continuar os seus ataques, apesar do cessar-fogo" e reportaram ataques perto de uma prisão que alberga reclusos do grupo terrorista Estado Islâmico, na província de Raqqa (centro-norte).
No domingo, o Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, assinou um novo acordo de cessar-fogo com as FDS, assumindo o controlo quase total do país e desmantelando as forças lideradas pelos curdos que controlavam o nordeste há mais de uma década.
O anúncio foi feito numa altura em estavam a aumentar as tensões entre as forças governamentais e as FDS, após confrontos numa área tensa da linha da frente na província de Alepo oriental.
Horas depois do anúncio por parte do Governo, o líder das FDS, Mazloum Abdi, confirmou-o numa declaração em vídeo, dizendo que o grupo tinha aceitado o acordo, que estipula a sua retirada das províncias de Raqqa e Deir el-Zour "para travar o derramamento de sangue".
O Ministério da Defesa da Síria disse que ordenou a suspensão dos combates nas linhas da frente após o anúncio do acordo.
Os novos líderes da Síria, que assumiram o poder desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, têm lutado para afirmar a sua plena autoridade sobre o país devastado pela guerra.
Em março, foi alcançado um acordo para fundir as Forças Democráticas Sírias com Damasco, mas não foi implementado, uma vez que ambos os lados se acusaram mutuamente de o violar.
Desde então, o Governo consolidou o controlo das províncias de Deir el-Zour e Raqqa, áreas críticas sob o controlo das FDS que incluem campos de petróleo e gás, barragens ao longo do rio Eufrates e passagens fronteiriças.
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