Relações "saudáveis e estáveis" servem interesses de China e Canadá
- 16/01/2026
Xi reuniu-se em Pequim com Mark Carney, naquela que é a primeira visita de um chefe de Governo canadiano ao país em quase uma década e que visa normalizar as relações bilaterais, que atravessaram períodos de tensão nos últimos anos, devido a disputas diplomáticas e comerciais.
Durante o encontro, realizado no Grande Palácio do Povo, Xi afirmou que o "desenvolvimento saudável e estável" das relações entre a China e o Canadá "corresponde aos interesses comuns de ambos os países" e contribui para "a paz, estabilidade e prosperidade mundiais", segundo a televisão estatal chinesa CCTV.
O líder chinês destacou que o contacto prévio entre ambos, em outubro, à margem de uma cimeira na Coreia do Sul, deu início a uma nova fase de aproximação. Xi apelou à construção de "um novo tipo de parceria estratégica" capaz de colocar os laços entre Pequim e Otava numa trajetória "sustentável e duradoura".
Carney agradeceu a receção e manifestou a vontade do Canadá de trabalhar com a China "com base na boa cooperação passada", para desenvolver uma relação estratégica adaptada ao atual contexto internacional e promotora de "estabilidade, segurança e prosperidade" para ambos os países e para a região do Pacífico.
Na véspera, o primeiro-ministro canadiano reuniu-se com o homólogo chinês, Li Qiang. Os dois abordaram temas como cooperação económica, energia e comércio, e testemunharam a assinatura de vários acordos nas áreas aduaneira e comercial.
Segundo a CCTV, Carney reiterou o interesse do Canadá em reforçar a cooperação nas cadeias de abastecimento e em setores estratégicos, bem como o compromisso com o multilateralismo e o sistema de comércio internacional.
Li Qiang defendeu o alargamento da cooperação em áreas como energia limpa, agricultura moderna, tecnologias digitais e indústria aeroespacial.
Também à margem da visita, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reuniu-se com a ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, sublinhando a necessidade de eliminar interferências e fortalecer a confiança mútua para promover uma relação "estável, sólida e saudável".
A visita de Carney é a primeira de um primeiro-ministro canadiano à China desde a deslocação de Justin Trudeau em 2017, e ocorre num contexto de crescente instabilidade no comércio internacional, com Otava a procurar diversificar as parcerias económicas.
As relações bilaterais deterioraram-se a partir de 2018, quando Meng Wanzhou, diretora financeira da tecnológica chinesa Huawei, foi detida no Canadá a pedido dos Estados Unidos. Em retaliação, Pequim prendeu dois cidadãos canadianos, Michael Kovrig e Michael Spavor, acusando-os de espionagem, e impôs sanções comerciais a produtos canadianos.
Em 2021, a libertação simultânea de Meng, Kovrig e Spavor aliviou parcialmente as tensões.
No entanto, em 2023, os serviços secretos canadianos acusaram a China de interferência nas eleições gerais, o que levou Otava a expulsar um diplomata chinês, reabrindo um novo ciclo de fricções diplomáticas.
Leia Também: Agenda "América Primeiro" de Trump está a aproximar países da China





.jpg)






















































