Presidente interino sírio esperado em Berlim na terça-feira

  • 16/01/2026

Esta será a segunda visita de Al-Sharaa a um país da União Europeia (UE), após a sua viagem à França em maio de 2025.

 

Apesar das críticas persistentes à situação dos direitos humanos na Síria, o presidente interino sírio deverá também reunir-se com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

A agenda de Merz ainda não foi divulgada e o seu porta-voz recusou-se a confirmar a visita de Al-Sharaa.

Uma questão fundamental para Berlim deverá ser as condições para o regresso de centenas de milhares de sírios que fugiram da guerra civil, que teve início em 2011, sob o regime de Bashar al-Assad.

Houve uma fuga de informação para alguns órgãos de comunicação alemães sobre a visita a Berlim deste líder com um passado jihadista, que levou a críticas por parte das "minorias étnicas e religiosas da Síria" que vivem na Alemanha.

Numa declaração conjunta, assinada nomeadamente pela União dos Alauítas na Europa e pela comunidade curda na Alemanha, os manifestantes pediram na quarta-feira "um mandado de captura [contra Ahmad al-Sharaa] em vez de uma receção na Chancelaria alemã".

O Governo alemão está "aberto a um diálogo mais amplo e a um novo começo com o novo Governo sírio", afirmou na quarta-feira o porta-voz do Governo, Stefan Kornelius.

Esta visita ocorre menos de um mês depois de a Alemanha ter deportado um cidadão sírio - condenado por roubo qualificado, agressão e extorsão - para o seu país, em 23 de dezembro.

Desde que assumiu o cargo, em maio passado, o Governo do chanceler conservador Friedrich Merz endureceu as políticas de imigração, quando acontece uma ascensão da extrema-direita.

Em novembro passado, Merz defendeu o repatriamento dos refugiados sírios que estão no país, chegando mesmo a pedir a sua expulsão, argumentando que a "guerra civil na Síria tinha terminado". Desta forma, assinalou a sua oposição ao seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, membro do mesmo partido, que se tinha revelado muito mais reservado sobre o assunto.

Durante uma visita a Damasco, alguns dias antes, Wadephul tinha declarado que o regresso dos sírios ao seu país era "possível apenas numa extensão muito limitada, porque grande parte das infraestruturas do país foram destruídas" após mais de 13 anos de guerra civil.

Após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad em dezembro de 2024 -- que fugiu para a Rússia -, vários países europeus, incluindo a Alemanha, anunciaram o congelamento dos processos de pedido de asilo, diante de um aumento do apoio aos partidos de extrema-direita após vários ataques realizados por estrangeiros no país.

Leia Também: Dois membros do Estado Islâmico detidos na Síria por ataque a mesquita

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2920542/presidente-interino-sirio-esperado-em-berlim-na-terca-feira#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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