ONG dá conta de recuperação "muito ligeira" do acesso à Internet no Irão

  • 17/01/2026

"As medições mostram um aumento muito ligeiro da conectividade no Irão esta manhã [madrugada em Lisboa], após a marca das 200 horas", afirmou a Netblocks, nas redes sociais.

 

No entanto, "a conectividade geral mantém-se em aproximadamente 2% dos níveis normais e não há sinais de uma recuperação significativa", acrescentou a ONG.

As autoridades do Irão bloquearam o acesso à Internet em 08 de janeiro, no seguimento dos protestos antigovernamentais fortemente reprimidos pelas forças de segurança.

O serviço de Internet por satélite Starlink, da SpaceX, suspendeu as tarifas para permitir que os manifestantes no Irão enviassem atualizações sobre a situação na República Islâmica, após o bloqueio de telecomunicações.

A SpaceX, detida pelo bilionário Elon Musk, não anunciou oficialmente a decisão, mas ativistas disseram à agência de notícias Associated Press (AP), que o Starlink, proibido no Irão, está disponível gratuitamente para qualquer pessoa que possua os recetores, desde terça-feira.

"O Starlink tem sido crucial", comentou Mehdi Yahyanejad citado pela AP, um iraniano cuja organização sem fins lucrativos Net Freedom Pioneers ajudou a contrabandear unidades para o Irão.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira pela organização não governamental Iran Human Rights, com sede em Oslo, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas durante o movimento de protesto, com base em informações confirmadas diretamente pela organização ou com base em testemunhas e fontes médicas e de morgues.

Estimativas de outras organizações apontam para um mínimo de 2.637 mortos e acima de 12 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio da Internet no país.

Teerão confirmou apenas que mais de 150 membros das forças de segurança foram mortos até ao momento, mas ainda não divulgou números sobre civis, alegando que os processos de identificação ainda estão em curso.

Leia Também: Nova Zelândia e a Eslováquia encerram embaixadas em Teerão

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2921097/ong-da-conta-de-recuperacao-muito-ligeira-do-acesso-a-internet-no-irao#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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