Missão na Gronelândia foi decidida face às "ameaças russas e chinesas"
- 15/01/2026
"A Alemanha, em colaboração com outros parceiros da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], vai enviar uma equipa de reconhecimento para a Gronelândia. O objetivo é avaliar os meios para garantir a segurança face às ameaças russas e chinesas no Ártico", indicou o ministério.
A missão militar de vários países europeus, liderada pela Dinamarca, foi anunciada numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, pretende assumir o controlo da Gronelândia, apesar da oposição da ilha, da Copenhaga e dos países europeus.
Washington argumenta que se trata de uma questão de segurança nacional face às ambições russas e chinesas no Ártico.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, sublinhou que os países europeus e membros da NATO pretendem participar na segurança do Ártico, em estreita coordenação com os Estados Unidos.
"A Rússia e a China utilizam cada vez mais o Ártico para fins militares, pondo assim em causa a liberdade das vias de transporte, de comunicação e de comércio", considerou Pistorius, insistindo que a missão militar de reconhecimento deve ser realizada em articulação "sobretudo com os parceiros norte-americanos".
A Rússia acusou, por sua vez, a NATO de orquestrar uma "militarização acelerada" do Ártico e considero a ameaça russa e chinesa evocada por países da Aliança como "um pretexto"
Segundo Pistorius, a missão alemã, composta por 13 pessoas, deslocar-se-á na quinta-feira a Karup, na Dinamarca, para se juntar a militares dinamarqueses e de outros países europeus, partindo depois "em conjunto, na sexta-feira", para a Gronelândia, a bordo de "um avião civil dinamarquês".
"A missão visa recolher informações essenciais sobre as condições locais para as possibilidades de destacamento e de treino", refere o comunicado.





.jpg)























































