Irão: Trabalhador da Cruz Vermelha morto e outros cinco feridos

  • 16/01/2026

Num comunicado, a FICV declarou estar "profundamente consternada com o assassínio de Amir Ali Latifi" e pelos "ferimentos infligidos" aos outros cinco elementos do Crescente Vermelho iraniano, a 10 de janeiro, na província de Gilan, no norte do Irão, país desde 28 de dezembro palco de uma onda de contestação popular violentamente reprimida pelas forças de segurança, que já fez pelo menos 3.428 mortos.

 

"Não sabemos se foi no mesmo incidente. Não temos um quadro completo do que aconteceu exatamente", disse o porta-voz da FICV em Genebra, Tommaso Della Longa.

A organização expressou a sua "solidariedade ao organismo iraniano do Crescente Vermelho e a todos os profissionais de saúde e trabalhadores humanitários que prestam uma assistência vital neste momento difícil" e apelou para que os trabalhadores humanitários "sejam protegidos".

A FICV afirmou estar, além disso, "profundamente preocupada com as consequências dos distúrbios em curso para a população iraniana e a acompanhar de perto a situação, em coordenação com o Crescente Vermelho Iraniano", uma organização humanitária "que opera em conformidade com os princípios fundamentais de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência".

Protestos inicialmente ligados ao custo de vida começaram no Irão a 28 de dezembro e alastraram depois a todo o país, tendo abertamente como alvo o Governo do regime teocrático, num dos maiores movimentos de contestação ocorridos desde a proclamação da República Islâmica, em 1979.

Até agora, pelo menos 3.428 manifestantes foram mortos, segundo os dados mais recentes da organização não-governamental Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, que indica que este número é "o mínimo dos mínimos" e também reportou mais de 10.000 detenções.

"A segurança e a proteção dos profissionais humanitários, bem como o respeito pelos emblemas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, são essenciais para garantir a continuidade da ajuda imparcial e vital às pessoas necessitadas", sublinhou hoje a FICV.

Leia Também: Cruz Vermelha registou 5.700 operações de emergência em 2025 na Madeira

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2920087/irao-trabalhador-da-cruz-vermelha-morto-e-outros-cinco-feridos#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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