"Filme de terror": Os relatos dos sobreviventes do acidente em Espanha

  • 19/01/2026

Horas depois do descarrilamento de dois comboios de alta velocidade, no domingo, em Adamuz, Córdoba, começam a surgir os primeiros relatos dos passageiros que sobreviveram àquele que já é considerado um dos acidentes ferroviários mais devastadores da história espanhola.

 

Lola era uma das passageiras que fazia a ligação Madrid - Huelva e relatou o que viveu naqueles primeiros momentos.

"Fui arremessada para fora da composição. Quando me consegui levantar, estava tudo escuro e as pessoas gritavam. Começaram a partir as janelas e já dava para ver que a composição à nossa frente tinha descarrilado", contou à Telecinco. 

Já Lukas Merakio viajava na quinta carruagem do comboio Iryo. No "Programa de Ana Rosa", relatou que embora se encontre bem fisicamente, o trauma psicológico é inevitável. 

"Estávamos a viajar tranquilamente, mas, de repente, começou uma vibração anormal. O comboio começou a dar solavancos e houve um barulho muito estranho e alto que nos assustou. Nesse momento, outro comboio passou, ficou tudo escuro e houve um estrondo alto. Depois, silêncio, malas a cair, gritos", disse. 

Lukas acrescentou que, nessa altura, o "medo começou", notando que os passageiros não sabiam o que fazer.

"Ouvimos gritos como num filme de terror e, de seguida, o som de martelos a partir os vidros. Havia uma menina de 10 anos que não conseguia encontrar os pais. Houve ainda uma mulher da carruagem oito que foi à casa de banho, mas estava ocupado e, por isso, foi até à carruagem cinco. Foi por isso que sobreviveu", continuou.

Uma outra sobrevivente chamada Ana, em entrevista a um canal espanhol, recordou os gritos que ouviu, acrescentando que foi retirada da carruagem com a ajuda de outros passageiros.

"Havia pessoas que estavam bem e havia pessoas que estavam muito, muito mal. Tinha-os à minha frente e sabia que se iam embora e não se podia fazer nada", relatou, emocionada.

Ana viajava com a irmã, que foi resgatada pelos bombeiros e transportada para o hospital, encontrando-se em observação. 

De recordar que há, pelo menos, 39 vítimas mortais e dezenas de passageiros hospitalizados, incluindo crianças.

O acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

O que se sabe?

De acordo com o jornal espanhol El País, entre as vítimas mortais está o maquinista do comboio Alvia, de 27 anos. Já o chefe dos Bombeiros de Córdoba explicou que, durante o resgate, havia pessoas presas com cortes, contusões, fraturas expostas e que a destruição do comboio dificultou o acesso às vítimas.

As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu. 

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".

Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado. 

De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro - três dias antes do acidente.

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Maria Gouveia com Lusa | 08:26 - 19/01/2026

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 Lusa | 08:38 - 19/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2922089/filme-de-terror-os-relatos-dos-sobreviventes-do-acidente-em-espanha#utm_source=rss-mundo&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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