Conselho para a Paz em Gaza: O que é e quem é que Trump convidou?
- 19/01/2026
Após o anúncio da entrada em vigor da segunda fase do plano para a Faixa de Gaza, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a convidar vários líderes - e ex-líderes - políticos para integrarem o Conselho para a Paz em Gaza. Mas, o que é este conselho? E qual o seu objetivo?
A formação do Conselho para a Paz em Gaza faz parte desta segunda fase do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, tendo como objetivo supervisionar um comité palestiniano de tecnocratas, temporário e apolítico, que já iniciou funções no dia 16 de janeiro.
"O Conselho de Paz desempenhará um papel essencial no cumprimento dos 20 pontos do plano presidencial, proporcionando supervisão estratégica, mobilizando recursos internacionais e garantindo a responsabilização à medida que Gaza transita do conflito para a paz e o desenvolvimento", referia um comunicado da Casa Branca, na sexta-feira.
Desta forma, "para concretizar a visão do Conselho de Paz sob a presidência Trump, foi formado um conselho executivo fundador, composto por líderes nas áreas da diplomacia, desenvolvimento, infraestruturas e estratégia económica".
Os convidados de Donald Trump: Quem são? E o que fará cada um?
Ainda na sexta-feira, Donald Trump divulgou a composição do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza. Os primeiros nomes a vir à tona foram os de Marco Rubio, que é secretário de Estado, e o do antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Também o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, fará parte deste órgão, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. O bilionário norte-americano Marc Rowan terá assento no Conselho.
O Kremlin adiantou, esta segunda-feira, que o presidente russo, Vladimir Putin, também foi um dos convidados a fazer parte do Conselho de Paz.
"De facto, o presidente Putin recebeu uma oferta pelos canais diplomáticos para participar deste Conselho de Paz. De momento, estamos a analisar todos os detalhes da proposta", indicou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à agência russa Tass.
Sabe-se ainda que o presidente dos Estados Unidos convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, o argentino, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Penã, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, indiano, Narendra Modi, e o canadiano, Mark Carney.
Cada um dos nomeados, indicou a Casa Branca, supervisionará "uma pasta definida, crucial para a estabilização e o sucesso a longo prazo de Gaza, incluindo, entre outros, o desenvolvimento, a governação, as relações regionais, a reconstrução, a atração de investimento, o financiamento em grande escala e a mobilização de capital".
Note-se que o presidente dos Estados Unidos presidirá - de forma vitalícia - o Conselho de Paz. Já os Estados Membros convidados teriam mandatos limitados de três anos. No entanto, se pagarem mil milhões de dólares cada para financiar as atividades do conselho poderão obter a adesão permanente.
Afinal, o que prevê a 2.ª fase do acordo para Gaza?
Nesta segunda fase do plano, que foi acordado em março de 2025, prevê-se a formação de um novo governo no enclave, que será então composto por palestinianos que não sejam membros do Hamas, o grupo paramilitar islâmico que deverá ser desarmado, de acordo com as estipulações dos Estados Unidos.
Saliente-se que a entrada em vigor desta segunda fase aconteceu na passada quarta-feira, dia 14 de janeiro, após o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, ter anunciado nas redes sociais.
"Hoje, em nome do presidente Trump, anunciamos que o início da Fase Dois do Plano de 20 pontos do presidente para acabar com o conflito em Gaza, passando do cessar-fogo à desmilitarização, à tecnocracia e reconstrução", pode ler-se, numa publicação na rede social X (antigo Twitter).





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