Acidente em Espanha. Familiares de desaparecidos pedem ajuda nas redes
- 19/01/2026
As famílias dos passageiros que seguiam nos comboios de alta velocidade que colidiram, no domingo, pelas 19h45 locais, recorreram às redes sociais para pedirem ajuda a encontrar os seus entes queridos. Até ao momento, foram confirmadas 39 mortes.
Nas redes sociais, surgem várias fotografias de pessoas que viajavam nos comboios Alvia e Iryo, dando conta de detalhes que poderão ajudar as pessoas a identificá-los.
É o caso do filho de Ricardo Chamorro Calíz, de 57 anos. O homem viajava de Madrid para Huelva e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro.
"Urgente! Por favor, quem estiver em Adamuz e reconhecer este senhor, que é o meu pai, entre em contacto comigo", pode ler-se na publicação feita na rede social X (antigo Twitter).
URGENTE!
— Richi :/ (@Ricardochammo) January 19, 2026
Por favor quien este en adamuz y reconozca a este señor que es mi padre que contacte conmigo porfavor
Iba en el alvia Madrid-Huelva que ha chocado
Porfavor difusión!! pic.twitter.com/7vSvb2m9Rv
Um outro usuário adiantou que tinha os tios no comboio Alvia. Na publicação, o jovem referiu que a família recebeu notícias da tia, mas que do tio não sabiam nada.
"Os meus tios iam no comboio Alvia que sofreu um acidente e do meu tio não sabemos nada. Chama-se Rafael Millán Albert", escreveu.
Por favor difusión.
— antoniovzquez_ (@antoniovzquez_) January 18, 2026
Mis tíos iban en el Alvia que se ha accidentado en Adamuz y de mi tío no sabemos nada.
Se llama Rafael Millán Albert.
Por favor, cualquier información es bienvenida. pic.twitter.com/5qWJME0jtX
Os pedidos por informações continuam, com uma outra internauta chamada Lucía a dizer que tem um "familiar incomunicável", que "precisa de assistência".
Necesitamos información sobre el Alvia dirección Huelva LD AV 2384. Familiar incomunicado viaja en el tren, persona mayor que necesita asistencia. Por favor RT para difusión . Gracias #iryo #Huelva #adamuz #tren #ayuda #rt
— Lucía Vidal (@Luciaintouch) January 18, 2026
Outra mulher pede ajuda para encontrar Miriam, uma jovem de 27 anos, que tinha também como destino Huelva.
"Continuamos à procura de uma familiar que viajava sozinha na carruagem 1 do Alvia. Chama-se Miriam del Rosario Alberico Larios, tem 27 anos e só sei que vestia umas calças verdes", lê-se.
Seguimos buscando a un familiar que viajaba sola en el vagón 1 del Alvia. Se llama Miriam del Rosario Alberico Larios, tiene 27 años y lo que sé era que llevaba un pantalón de pana verde e iba en el Alvia 2384 dirección Huelva.
— Eva Mestre Ruiz (@Evamestre10) January 19, 2026
Difusión porfavor! pic.twitter.com/8FmZrQ30iQ
De recordar que o acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
As carruagens do comboio Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
O que se sabe?
As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".
Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado.
De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro - três dias antes do acidente.





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